Farmacêutica do HRPI orienta para uso consciente de medicamentos no inverno

Aphra Albuquerque diz que o hábito de tomar remédios sem prescrição para aliviar sintomas respiratórios dispara neste período

Por Governo de Alagoas

Farmacêutica do HRPI orienta para uso consciente de medicamentos no inverno
Aphra orienta sobre o uso seguro de medicamentos e os cuidados necessários com a automedicação

Cláudia Valéria de Oliveira / Ascom HRPI
 

Junto com o inverno e as frentes frias, surge também um hábito muito comum, mas que esconde sérios riscos à saúde: a automedicação. O problema é que o alívio imediato de um sintoma pode mascarar condições mais graves ou, pior, provocar reações adversas severas, conforme alerta a farmacêutica do Hospital Regional de Palmeira dos Índios (HRPI), Aphra Albuquerque.

 

Segundo a especialista, um dos principais erros cometidos durante o período de frio é a associação indiscriminada de medicamentos para combater gripe ou resfriado. Muitas vezes, antigripais em cápsulas, xaropes para tosse e analgésicos para dor de cabeça são ingeridos simultaneamente, sem que o paciente perceba que as fórmulas podem conter o mesmo princípio ativo, aumentando o risco de superdosagem.

 

“Nem todo sintoma é apenas uma gripe ou um resfriado. Febre, tosse, dor no corpo e cansaço também podem ser sinais de outras doenças que precisam de avaliação médica. Tomar medicamentos sem orientação pode mascarar os sintomas, atrasar o diagnóstico correto e até causar reações indesejadas”, explica a farmacêutica.

 

Outro risco silencioso da automedicação no inverno, segundo Aphra Albuquerque, é o atraso no diagnóstico adequado. Uma simples dor de garganta ou uma tosse persistente podem estar relacionadas a um resfriado comum, mas também podem indicar infecções bacterianas, como amigdalite, pneumonia ou até crises de doenças respiratórias crônicas, como a asma.

 

Ao utilizar anti-inflamatórios por conta própria, o paciente pode aliviar a dor e a febre, dando a falsa impressão de melhora, enquanto a infecção continua evoluindo no organismo. Aphra Albuquerque destaca ainda uma situação especialmente preocupante: o uso inadequado de antibióticos.

 

“Embora a venda desses medicamentos seja controlada por prescrição, ainda há quem recorra a sobras de tratamentos anteriores guardadas em casa. O uso de antibióticos para tratar infecções virais, como gripe e resfriado, é totalmente ineficaz e contribui para o aumento da resistência bacteriana, tornando as bactérias mais difíceis de combater no futuro”, explica a farmacêutica do HRPI.

 

Ela também chama atenção para o uso frequente de descongestionantes nasais em gotas, um dos medicamentos mais procurados no inverno. “Apesar de proporcionarem alívio quase imediato para o nariz entupido, o uso por mais de cinco dias consecutivos pode causar o chamado efeito rebote, em que o nariz fica ainda mais congestionado quando o medicamento é suspenso. Além disso, esses medicamentos podem aumentar o risco de arritmias e elevação da pressão arterial devido à vasoconstrição”, sentencia.


FONTE: Governo de Alagoas
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